Saiba Como É Um Estágio Em Johns Hopkins!


Conforme noticiamos algum tempo atrás, é cada vez maior o interesse da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e todas as demais Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil tratar de suas internacionalizações de forma séria, propiciando estágios em suas similares no exterior e vice-versa. No campo da área médica, a Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina (IFMSA, da sigla em inglês para International Federation of Medical Students' Associations) - através de programas como o Comitê Permanente em Intercâmbios Profissionais (SCOPE, da singla em inglês para Standing Committee on Professional Exchanges) e do Comitê Permanente em Intercâmbios de Pesquisa (SCORE, da sigla im inglês para Standing Committee on Research Exchanges) - podem oferecer grandes oportunidades em práticas médicas para alunos no ciclo clínico e internato através do SCOPE e grandes oportunidades em pesquisa para alunos no ciclo básico através do SCORE. Ainda assim, instituições renomadas de todo o mundo possuem sistemas próprios para validação de estágios, podendo compreender uma série de processos burocráticos.

No caso de Johns Hopkis Hospital (JHH), instiuição subordinada à Johns Hopkins University - rankeada como 15ª melhor IES do mundo pela Times Higher Education World University Rankings em 2014/2015 -, o processo é ainda um pouco mais burocrático. Ainda assim, uma vez passada essa etapa, as portas estão abertas para um dos melhores hospitais dos Estados Unidos, de acordo com a US News Health Rankings and Advice em 2015. De olho nisso, o membro efetivo Hugo Eduardo Azevedo Fialho obteve estágio no Departamento de Neurocirurgia de JHH, cujas demais informações ele descreve adiante.

"Meu estágio em JHH foi algo magnífico - não sei como, mas desde que entrei na Faculdade de Medicina da UFMA, perseguia esse ideal que alguém deve ter incutido em mim, embora eu não saiba quem. Independente das opiniões, JHH apresenta números, fatos e história, tendo sido o hospital que revolucionou a adocação de técnicas cirúrgicas para portadores de algumas doenças neurogenéticas, tendo boa reputação desde sua inauguração, no final do século 19. Hoje, JHH conta com várias unidades distribuídas pelo Nordeste dos Estados Unidos e, em breve, numa nova joint venture criada em parceria com Johns Hopkins University e a petroleira árabe Saudi Aramco, que conciliam muito positivamente a prática médica com pesquisas de primeira linha com comprovado portencial de melhoria de qualidade de vida de pacientes.

Durante o período em que lá estive, fui acompanhado por dr. Daniele Rigamonti, por seu fellow dr. Ignacio Jusué-Torres e ainda pelas enfermeiras Jennifer Lu e Jamie Robison, todos pertencentes ao ambulatório de hidrocefalia adulta. Assim que cheguei e depois de pagar as taxas muito caras - sim, muito caras, pois nos Estados Unidos não existe um similar do Sistema Único de Saúde brasileiro e toda a cadeia de saúde é particular, com gastos excessivos pros padrões tupiniquins - tive acesso integral e comecei meu estágio pra valer. No estilo de vida estadunidense, isso significa que eu deveria correr atrás de tudo e solicitar ajuda o menos possível - isso pode parecer rude para o estilo de vida brasileira, mas na verdade não é: apenas as culturas são diferentes.

Depois de me situar em todo o hospital e aprender algumas técnicas então novas pra mim, me senti mais confortável. Tinha 2 dias da semana com observação da rotina clínica em ambulatório de hidrcefalia adulta e 3 dias para cooperar com a coleta de dados em uma pesquisa local que poderiam ser trocados a qualquer hora por visitas ao centro cirúrgico. A exigência com a técnica, a adoção das mais recentes tecnologias em saúde e a preocupação com a pesquisa foram coisas que realmente chamaram minha atenção e que carrego ainda mais consolidado comigo."


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